- Gatilho
- Início do mundo. Às 22h do D−6 três técnicos e um segurança do Laboratório Aurora, sob a Mansão Valverde, são mordidos por uma cobaia. Ninguém fica sabendo.
- Cidade
- Tudo funciona: luz, água, ônibus, postos, comércio aberto das 8h às 20h, escola, feira de domingo no Jardim Aurora. Ruas cheias de gente com rotina própria.
- Zumbis
- Zero na rua. Quatro mordidos escondidos andando pela cidade com febre.
- O que o jogador vê
- Vida normal e os sobreviventes que ele vai conhecer, ainda inteiros: Kauã entregando pizza de moto, o Seu Arnaldo no dominó da praça, a Helena com o marido no portão. Pistas pequenas: uma viatura subindo a Estrada da Mansão, um técnico tossindo no ônibus.
- Sai quando
- 3 zumbis no mundo, a partir do D−4. Os quatro reanimam na noite do D−4, o primeiro em casa, no Centro.
Antes do Dia 1
O jogo não começa no apocalipse. Começa numa terça-feira comum no Jardim Aurora, com padaria aberta, ônibus no horário e a Jéssica tocando música na Vale FM. Em seis dias de jogo, quatro pessoas mordidas num laboratório viram um caso estranho no hospital, depois boato, barreira sanitária, corrida ao mercado e, na noite do Dia 0, a ruptura. O Dia 1 continua exatamente como está hoje nos Vivos do Vale: quarentena no norte, os 47 pontos de virada e a fatia jogável no Dia 3.
Ninguém para o surto. Dá para chegar preparado.
O surto é inevitável
O jogador não cura, não contém e não impede a noite do Dia 0. As fases têm janela de dias: o surto pode chegar um pouco antes ou depois conforme o contágio, mas nunca fora da janela. Assim a história escrita do Dia 1 em diante continua valendo.
O jogador muda o que está perto
Quem ele avisou, o que comprou, onde estava, quem levou ao hospital. Cada ação no prólogo vira uma flag que os pontos de virada do Dia 1 em diante já sabem ler, no mesmo formato dos Vivos do Vale.
Mesma regra de mordida
Mordida é infecção 100%, morte em 48 h de jogo e reanimação em 2 a 4 min reais. É essa espera de 48 h que faz o surto ser gradual: cada geração de zumbis leva dois dias para nascer, e entre uma e outra a cidade ainda acha que é gripe.
D0 é o “dia do surto” do canon
Todo texto que já diz “no dia do surto” (rebelião na penitenciária, Lívia na escola, Diego no plantão, Lúcia fechando a BR) passa a acontecer no D0. O Dia 1 é a primeira manhã depois.
As seis fases
Cada fase entra quando o número de zumbis passa do limiar e o dia já está dentro da janela, ou quando a janela acaba, o que vier primeiro. Os números são proposta para playtest. Um dia de jogo dura cerca de 1 h real (regra do mapa); na fatia, 20 min.
- Gatilho
- 3 zumbis, janela D−4 a D−3. Se a janela acabar sem 3 casos, a fase entra mesmo assim no fim do D−3.
- Cidade
- Tudo ainda funciona. Ambulâncias mais frequentes, fila no pronto-socorro, farmácias sem antitérmico. A prefeitura fala em “surto de virose agressiva”.
- Zumbis
- Poucos e isolados: os 4 da primeira noite, presos ou abatidos pela PM até o D−2. Todos Frescos (mais rápidos). Aparecem à noite, perto do Centro e do Hospital Regional. Muitos mordidos vão ao hospital por conta própria, que vira o primeiro foco.
- Pessoas
- Curiosas. Gente se aproxima para ajudar o “homem passando mal” e é mordida. Esse é o maior multiplicador da fase: quem não sabe chega perto.
- Autoridade
- Polícia prende o agressor como se fosse surto psicótico. Atacar um infectado na frente de testemunhas é crime: alarme, PM em 3 a 6 min e reputação com a Delegacia −10.
- Sai quando
- 5 zumbis, a partir do D−2. No padrão é perto das 23h do D−2, quando os mordidos da primeira leva viram todos juntos.
- Gatilho
- 5 zumbis, janela D−2 a D−1.
- Cidade
- Barreira sanitária em todas as saídas do vale (“por causa da virose”): PRF na BR-Sul, Exército na estrada norte. Corrida ao mercado, racionamento de combustível, preços subindo. Ala B do hospital fechada com fita. Toque de recolher às 20h a partir do D−1. A escola continua aberta “para não causar pânico”.
- Zumbis
- De 5 a 200, Centro e hospital. Um preso mordido volta da emergência para a penitenciária no D−2 às 10h.
- Pessoas
- Divididas. Uns estocam, uns negam, uns tentam sair e voltam da barreira. Mordidos começam a esconder a mordida.
- Autoridade
- Defesa Civil na TV, Base 7º BIS monta ponto de triagem e evacuação no D−1 ao meio-dia. A delegacia vira ponto de reunião do Centro. Matar infectado ainda é crime, mas a PM demora 10 min ou mais.
- Sai quando
- 600 zumbis, ou o meio-dia do D0, o que vier primeiro.
- Gatilho
- 600 zumbis ou D0 12h. Escolas fecham às pressas (Lívia foge com os colegas para o hospital).
- A noite do surto
- 18h o hospital cai: a ala B arrebenta e 60% dos zumbis lá dentro saem para o Centro. 20h rebelião na penitenciária e mortos levantando no pátio. 21h o Brasa manda fechar o portão da delegacia com civis do lado de fora. 22h o engavetamento da BR-101 se forma com os carros que estavam na fila da barreira. Madrugada: fuga dos presos da cadeia pública (Profeta e mais doze).
- Zumbis
- Centenas soltos, quase 3 mil mordidos andando. É a geração que vira entre o Dia 1 e o Dia 2 e enche as ruas, como o canon já descreve (a multidão do segundo dia na porta do Kessler).
- Autoridade
- Some. Atacar zumbi deixa de ser crime. Ninguém atende o 190.
- Sai quando
- Dia 1, 0h, sempre. A partir daqui vale o canon atual.
- Já existe
- Quarentena no norte, a triagem da Base 7º BIS vira massacre, helicóptero da Falcão no D2, Helena no rádio no D3. Energia em 70% nos dias 1 a 3 (regra de itens). A população vira zumbi aos poucos: cerca de 1.600 no D1, 5 mil no D3, 18 mil no D7.
- Muda
- Só a origem dos dados: os zumbis de cada bairro e o que tem nas casas vêm do que o prólogo deixou (quem se abrigou, quem fugiu, quem foi mordido dentro de casa).
- Já existe
- As fases do mapa: apagões em cascata nos dias 8 a 21, torneira seca no dia 12, horda migratória nas semanas 4 a 8, Decrépitos depois de 2 meses. O contágio quase para porque quase não sobra gente: no Dia 30 o vale tem por volta de 37 mil zumbis, o mesmo número do mapa.
Simulador do contágio
Este é o modelo proposto para o SDK de Contágio, rodando aqui com os dados do Vale Cinzento: 14 regiões, 45.500 moradores, passo de 1 hora de jogo. Arraste o dia para ver cada região. A escala vertical é logarítmica, porque o surto vai de 4 pessoas a dezenas de milhares.
Quatro fontes, uma regra
1. Morde, espera 48 h, vira
Cada região guarda vivos livres, abrigados, mordidos numa fila de 48 horas, zumbis soltos e zumbis presos em casa. Mordida por hora = contágio × densidade × curiosidade × zumbis × vivos ÷ presentes. A curiosidade começa em 2,2 (gente chega perto para ajudar) e cai para 1 quando a região já sabe o que está acontecendo.
2. Focos que multiplicam
Hospital: mordidos procuram o pronto-socorro e viram lá dentro, entre pacientes. Penitenciária: o preso que volta da emergência. Triagem da Base: a evacuação do D−1 leva mordidos escondidos para dentro da cerca. Os três são eventos de dados, não código.
3. Fuga espalha
Gente com medo foge pelas ligações da região (estradas, trilho, balsa) e leva mordidos junto. É por isso que, no padrão, Santa Aurora cai do D2 ao D6 e depois vêm Três Pontes (D6), a Vila do Corvo (D7), Campo Largo (D10) e Porto Turvo (D11), o último. Ninguém sai do vale depois da barreira do D−2; até lá, cerca de 400 pessoas saem e somem do mapa.
4. Presos em casa
Quanto mais medo, mais gente esconde a mordida e vira dentro de casa com a família. Esses são os zumbis “presos em casas, saem com barulho” do mapa. O prólogo decide quantos são em cada bairro, em vez de um número fixo.
Quais zumbis aparecem em cada fase
O gerador de horda já recebe o dia do mundo. Proposta: categorias entram quando a causa delas já existe. Antes disso, os pesos da tabela 3.1 do Bestiário se dividem só entre as liberadas. A partir do D7 vale a tabela inteira.
| Categoria | A partir de | Por quê |
|---|---|---|
| Lento e Corredor | D−4 | Transformação normal: 70% Lento, 30% Corredor, todos Frescos no prólogo. |
| Rastejante | D−4 | Nasce de dano: perna ou coluna quebrada (atropelamento, queda, tiro da PM). |
| Brutamonte | D−3 | Gente grande mordida no pronto-socorro (segurança, maqueiro). Peso 5 só a partir do D0. |
| Carbonizado | D0 | Incêndios da noite do surto (Centro, BR-101). |
| Gritador | D0 | Mordidos na garganta durante o pânico. O primeiro grito chama a horda da delegacia às 21h. |
| Afogado | D1 | Corpos que caíram no Turvo e na Lagoa Escura na fuga. |
| Devorador e Espreitador | D2 | Precisam de rua com corpos. |
| Farejador e Saltador | D3 | Mutação de zumbi Recente, que já tem 4 dias. |
| Inchado e Cego | D5 | Gases e olhos leitosos da decomposição. |
Sem lag na virada: no prólogo, cada pedestre perto do jogador já é um agente do mesmo sistema da horda (mesmo vetor de dados, mesmo shader de animação por textura). Virar zumbi é trocar um byte de lado e o conjunto de animação no mesmo índice. Nada é criado nem destruído. Pedestres e zumbis dividem o teto de 2.000 materializados e as faixas de relevância R0 a R3 do mapa.
Posturas da multidão
Cada civil genérico tem uma postura, sorteada a cada 2 h de jogo a partir da consciência da região e dos 5 eixos de personalidade do sistema de NPC (coragem, empatia, lealdade, ganância, estabilidade). Ver um zumbi ou um ataque força a reavaliação na hora.
| Postura | Quando | O que faz | Peso maior com |
|---|---|---|---|
| Rotina | F0, F1 | Casa, trabalho, mercado, praça, nos horários da rotina. | estabilidade alta |
| Curioso | F1, F2 | Para e chega perto de briga, ambulância ou alguém caído. Filma com o celular. É quem mais é mordido. | empatia alta, consciência baixa |
| Negação | F1 a F3 | Ignora alertas, continua a rotina, discute com quem está barricando. | estabilidade alta e coragem alta |
| Precavido | F2 | Compra água, enlatados, pilhas e remédio; abastece o carro; prega tábuas. | estabilidade média |
| Fuga | F2, F3 | Pega o carro e vai para a saída mais próxima. Volta da barreira e fica no engarrafamento. | coragem baixa |
| Abrigado | F2 em diante | Tranca a casa e some da rua. Vira morador “preso em casa”, vivo ou não. | lealdade alta (família) |
| Saqueador | F3 | Quebra vitrine de farmácia, mercado e loja de armas. | ganância alta |
| Ajudante | F2, F3 | Leva feridos ao hospital ou à igreja. Espalha o contágio sem querer. | empatia e coragem altas |
Os sobreviventes antes de serem sobreviventes
Os nomeados ganham pontos de virada com dia negativo, no mesmo formato da camada 2 ({id, day, who, condition, playerBranch, defaultOutcome}). O desfecho padrão sempre leva ao estado de início que eles já têm no Dia 1. A coluna da direita é o que o jogador pode mudar.
| Quem | No prólogo | Como chega ao Dia 1 | Se o jogador agir |
|---|---|---|---|
| Helena e o marido | Casal com o Davi no sobrado azul da rua das Acácias, vizinhos do jogador. | O marido sai para buscar comida na manhã do D1 e não volta. | Ajudar a família a estocar no D−1 (prologo.helena_estoque): o marido não sai, o pedido do D3 vira do casal e a saída desesperada do D10 passa para o D16. |
| Kauã | Motoboy de entrega. Leva a pizza do jogador no D−5 e cruza a cidade toda. | Some com a moto na noite do D0; a irmã acha que ele morreu. | Com o traço Motoboy, ele vira rival de corrida; dar o número do jogador a ele adianta o primeiro contato pelo rádio. |
| Lívia e Bianca | Alunas do Colégio Estadual, mesma turma. | D0 ao meio-dia a escola fecha: Lívia foge para o hospital, Bianca fica no laboratório com o Otávio. | Buscar a Lívia na escola no D0 (prologo.livia_resgatada): ela fica com o jogador em vez de ir ao hospital. |
| Dr. Sato, Diego, Nicole | Sato recebe os primeiros mordidos da praça da matriz no D−3, vê o padrão e manda amostras à capital. Diego pega o plantão da noite do D0. | A capital manda a Equipe Falcão buscar Sato e as amostras (helicóptero do D2). | Levar ao Sato um infectado contido no D−2 (prologo.amostra_viva): a ala isolada começa com uma pesquisa mais avançada. |
| Mariana | Criança diabética numa van escolar. | A farmácia esgota insulina no D−1; ela fica com a última caneta. | Comprar insulina antes do D−1 (prologo.insulina) já resolve o ponto de virada do dia 14 quando o jogador encontrar a Zilda. |
| Jéssica e Nelson | Programa musical da Vale FM, notas da prefeitura entre as músicas. | Fica no ar na noite do D0; vira a rádio das 20h. | Ligar para o programa no D−2 com o que viu: a transmissão do D0 avisa o Jardim Aurora e sobe a consciência do bairro. |
| Seu Arnaldo e Zilda | Dominó na praça da Matriz; Zilda é voluntária na igreja. | Sem mudança: ele é mordido no dia 3, como no canon. | Nenhuma (âncora). |
| Armando Kessler | Loja aberta. Esgota munição no D−2. | Segura a porta contra a multidão do D2. | Comprar arma na loja exige opinião 40+ ou espera de 24 h pelo registro; vale até o D−1. |
| Rosa e Gil | Oficina movimentada; a carreta do Gil para no posto da BR-Sul no D−1, retida na barreira. | BR fechada no D0; Gil fica na oficina. | Com a profissão Mecânico, o jogador trabalha na oficina e pode encher galões de diesel antes do racionamento. |
| Lúcia e Douglas (PRF) | Montam a barreira sanitária da BR-Sul no D−2 e devolvem carros. | Fecham a pista no D0 e abrem o pátio para quem chega. | Ajudar na barreira dá reputação PRF +15 antes do colapso. |
| Caio, Ferraz, Vinícius | Pelotão mandado à estrada norte no D−1 para a “operação sanitária”. | Fecham a estrada no Dia 1 (canon). | Nenhuma (âncora), mas o jogador pode conhecer o Vinícius antes e sabe da mãe dele. |
| Azevedo, Renata, Ítalo | Base 7º BIS monta a triagem no D−1; Ítalo é mandado para o portão da delegacia. | Triagem vira massacre no D1; Ítalo fecha o cadeado no D0 às 21h por ordem do Brasa. | Ir para a evacuação leva o jogador para dentro da cerca na noite do massacre (caminho perigoso, com loot militar). |
| Josué e Jacaré | Rotina do presídio. O preso transferido volta mordido no D−2. | Rebelião e reanimação no pátio no D0 às 20h. | Nenhuma (âncora). |
| Tainá | Cozinheira no restaurante da rodoviária, grávida de 7 meses. | O Wellington some no D2; ela chega à Matriz no D6. | Com a profissão Cozinheiro, o jogador trabalha com ela e pode levá-la junto (ela chega à Matriz com o jogador conhecido, opinião +20). |
Profissão decide onde o jogador acorda
As 12 profissões do criador de personagem ganham um ponto de partida no prólogo. Todo mundo mora no Jardim Aurora (área de início), mas o primeiro dia acontece no trabalho.
| Profissão | Onde começa | O que vê primeiro |
|---|---|---|
| Enfermeira(o) | Pronto-socorro do Hospital Regional | Os primeiros mordidos da praça chegando com febre no D−3. |
| Policial militar | Viatura no Centro | Chamado de “agressão em via pública” no D−4 à noite; o rádio da viatura conta tudo antes da TV. |
| Bombeiro(a) | Quartel no Centro | Resgate de alguém que “mordeu o socorrista”. |
| Mecânico(a) | Auto Center Tavares, com a Rosa | Carros chegando para revisão de viagem; diesel antes do racionamento. |
| Pedreiro / obras | Obra num sobrado do Jardim Aurora | Vizinhos pedindo grade e tábua no D−1. |
| Cozinheiro(a) | Restaurante da rodoviária, com a Tainá | Ônibus vindo de Três Pontes com passageiro passando mal. |
| Atirador esportivo | Clube de tiro e Kessler Armas | A corrida às armas e munição no D−2. |
| Agricultor(a) | Sítios do Oeste, com o Dito | Feira de domingo; o surto chega por último no campo. |
| Eletricista | Chamado na subestação do Centro | O incêndio da subestação na noite do D0, primeira queda de luz. |
| Motoboy | Entregas pela cidade inteira | Tudo um pouco, e a rivalidade com o Kauã. |
| Professor(a) | Colégio Estadual, com o Otávio | Alunos faltando, escola mantida aberta, fuga do D0 ao meio-dia. |
| Desempregado(a) | Em casa, no Jardim Aurora | TV ligada o dia inteiro; o bairro é o primeiro a saber que algo mudou. |
Preparar sem parecer louco
Comprar, não saquear
Até o D0 o comércio está aberto. O jogador começa com carteira (R$ 300 a R$ 1.500, pela profissão) e cartão até o caixa eletrônico parar no D−1. Pegar sem pagar dispara alarme e funcionário gritando. No D1 o dinheiro vira papel: pesa, acende fogo e vale só para os Corvos, que ainda acham que vai voltar a valer.
Barricar cedo custa
Pregar tábua na janela no F0 ou F1 dá fama de paranoico: opinião dos vizinhos −10 e a PM pode bater na porta. No F2 é normal. A partir do F3 é sobrevivência.
Avisar as pessoas
Falar com um vizinho, ligar para a rádio ou mostrar um vídeo sobe a consciência daquele bairro. Bairro avisado tem menos curiosos, mais abrigados e portões fechados para quem chega fugindo. No simulador, avisar o Jardim Aurora no D−2 adia a queda do bairro do D6 para o D9. Avisar demais no F0 faz o jogador perder credibilidade (cada aviso vale menos).
Tempo e LAN
A fase é do servidor e vale para todos. Dormir ou “esperar até o próximo sinal” acelera o tempo ×20 até o próximo evento, só se todos os jogadores da LAN concordarem. Cada um pode começar no seu trabalho ou todos juntos em casa (opção do servidor).
Onde o jogo começa
| Opção do servidor | Começa em | Até o Dia 1 | Para quem |
|---|---|---|---|
| Rotina | D−5, 7h | cerca de 5 h reais | Quem quer viver a cidade antes e se preparar com calma. |
| Padrão (proposta) | D−4, 7h | cerca de 4 h reais | Primeiro caso na mesma noite. Tempo de conhecer o bairro sem ficar parado. |
| Alerta | D−2, 7h | cerca de 2 h reais | Já com barreira e corrida ao mercado. |
| Noite do surto | D0, 12h | cerca de 30 min reais | Direto ao caos. |
| Clássico | D1 ou D3 | nada | Como o jogo é hoje (a fatia começa no D3, 17h16). |
Loot, veículos e mapa por fase
Loot e comércio
| Fase | Lojas | Casas | Regra de dados |
|---|---|---|---|
| F0 | Cheias, com funcionário. Preço normal. | Despensa comum. | Contêiner de loja tem dono: abrir = comprar. Pegar sem pagar dispara o alarme (som de 60 m) e testemunha. |
| F1 | Farmácias sem antitérmico e analgésico. | Comum. | Estoque de loja cai por hora em função da consciência da região, por categoria (remédio primeiro). |
| F2 | Água, enlatados, pilhas, insulina e gasolina somem. Limite de 2 por pessoa. Preço ×1,5, depois ×3 à noite do D−1. | As casas ganham o que as lojas perderam: comida e água ×1,3. | Mesma tabela, com o peso movido de loja para casa. Nada de tick por item: o multiplicador é lido ao abrir o contêiner, pela hora em que a célula foi visitada. |
| F3 | Vitrines quebradas, saque. Farmácia vazia, menos o cofre de controlados. | Abrigados não abrem a porta. | Começa a tabela saque_progressivo que já existe, com o dia 0 no D0. |
| F4+ | Como hoje. | “Dias desde o surto” da validade dos itens conta a partir do D0; antes disso tudo é fresco. | |
Veículos e trânsito
| Fase | Na rua | Para o jogador |
|---|---|---|
| F0–F1 | Trânsito civil em faixa, ônibus municipal no horário, carros estacionados trancados com alarme. | Carro próprio na garagem (pela profissão; motoboy tem moto). Posto aberto. Roubar carro é crime. |
| F2 | Fila nos postos, viaturas e ambulâncias com sirene, engarrafamento nas saídas e carros voltando da barreira. | Racionamento de 20 L por carro e preço ×2. Galão cheio vale ouro depois. |
| F3 | Fuga em massa, batidas, ônibus da evacuação indo para a Base 7º BIS. O engavetamento da BR-101 nasce às 22h com os carros que estavam na fila. | Carros largados com chave e porta aberta, tanque pela metade (ficaram ligados na fila). |
| F4+ | Como hoje. Os carros abandonados do mundo são os mesmos que estavam no trânsito do prólogo, nas posições onde pararam. Fora da área que o jogador viu, a posição sai da semente. | |
O mapa muda com as fases
| Lugar | F0 · F1 | F2 | F3 · noite do D0 |
|---|---|---|---|
| Jardim Aurora | Crianças na rua, feira de domingo, portões abertos. No D−3 um vizinho com “gripe” fica em casa. | Vizinhos pregando tábua, carros saindo com mala no teto, fila no mercadinho. | Sirenes ao sul, primeiro zumbi na avenida de entrada, o vizinho da gripe vira dentro de casa. No D3 é a fatia jogável de hoje. |
| Centro | Comércio cheio. Primeira agressão na praça da matriz no D−4 à noite. | Barricadas policiais montadas, toque de recolher. | As barricadas viram as “barricadas policiais abandonadas” do mapa; ambulâncias tombadas. |
| Hospital Regional | Fila no pronto-socorro, os primeiros mordidos internados. | Ala B com fita de quarentena, macas no corredor. | Cai às 18h. Vira o ponto quente com mais Corredores do mapa. |
| Mansão Valverde e Laboratório Aurora | Viatura particular na estrada à noite; segurança na porta. | Mansão vazia, carros saindo com caixas. | Abandonada. O laboratório fica como segredo de fim de jogo. |
| Penitenciária | Rotina, visita de domingo. | Preso volta mordido da emergência (D−2). | Rebelião às 20h, choque entra no pátio. |
| Base 7º BIS | Treino, recrutas de folga na cidade. | Triagem e evacuação montadas no D−1, ônibus chegando. | Cerca lotada de civis com mordidos escondidos; cai no D1. |
| Saídas do vale | Livres. | Barreira sanitária: PRF na BR-Sul, Exército na estrada norte. | BR fechada; estrada norte fecha no D1 (Bloqueio Norte). |
| Rádio Vale FM | Programa musical da Jéssica. | Boletins da Defesa Civil a cada hora. | Sinal de emergência e depois a voz da Jéssica, que não sai mais do ar. |
| Três Pontes, Porto Turvo, Campo Largo, Vila do Corvo | Normais. | Notícias de Santa Aurora; chegam carros fugindo. | Primeiros casos trazidos pela fuga. Caem entre o D6 e o D11: Três Pontes, Vila do Corvo, Campo Largo e Porto Turvo. |
Todo quarteirão do mapa já tem pelo menos uma “marca do surto” (carro batido, barricada, bilhete). Proposta: elas passam a ser deixadas pelos eventos do prólogo nas células que o jogador viu, e só nas outras saem da semente.
TV, rádio e boca a boca
A consciência de cada bairro sobe com o que circula. Exemplos de manchete por fase (textos de dados, com variáveis):
D−5 · Vale FM“Bom dia, Vale Cinzento! Sol com nuvens, 27 graus, e a feira do Jardim Aurora confirmada para domingo.”
D−4 · TV local“Homem é detido após agredir duas pessoas na praça da matriz. Segundo a PM, ele aparentava surto.”
D−3 · boca a boca“Minha cunhada trabalha no Regional. Disse que tem gente amarrada na maca.”
D−2 · Defesa Civil“Evite contato com pessoas febris ou agressivas. Barreira sanitária nas saídas do município por tempo indeterminado.”
D−1 · Vale FM“Gente, eu vou ler o que chegou da prefeitura e depois eu falo o que eu acho.”
D0 · sinal de emergência“Alerta. Permaneça em casa. Tranque portas e janelas. Não abra para ninguém.”
D0 · 22h · Vale FM“Quem estiver ouvindo no Jardim Aurora: não vá para o hospital. Repito, não vá para o hospital.”
Três SDKs genéricos
Nenhum dos três sabe o que é um zumbi, o Vale Cinzento ou a Jéssica. Os nomes de compartimento, as regiões e os textos são dados do plugin ZombiAdA. O jogo depende do SDK; o SDK nunca depende do jogo. Cada um tem teste numa cena vazia.
1. SDK Contágio: epidemia por regiões
Simulação abstrata e determinística (semente) de qualquer coisa que se espalha por contato com atraso: zumbi, praga, peste, parasita. Regiões com população, compartimentos configuráveis, fila de incubação por hora, ligações com fluxo, focos, consciência pública, fases com janela e limiar, eventos agendados. Passo de 1 h de jogo no servidor; o vale inteiro (14 regiões × 48 h de fila) custa menos de 0,05 ms por passo.
const c = Contagio.criar({
semente, passoHoras: 1, incubacaoHoras: 48,
compartimentos: ['livre','abrigado','incubando','ativo','contido','fora','removido'],
regioes: [{ id, pop, densidade, policia, saida, foco }],
ligacoes: [{ a, b, fluxo, ativosPassam, desdeFase }],
fases: [{ id, diaMin, diaMax, limiarAtivos, consciencia, abate, abrigo, fuga, saida }],
eventos: [{ id, hora, acao: 'semear'|'mover'|'liberar', regiao, n, para }]
})
c.avancar(horas) // tick abstrato do servidor
c.fase() // { id, desde, proxima }
c.regiao(id) // { livre, abrigado, incubando, ativo, contido, consciencia, estagio }
c.infectar(regiao, n, origem) // mordida real vista no jogo entra na fila
c.remover(regiao, n, causa) // abates reais saem do ativo
c.avisar(regiao, quanto) // sobe a consciência (rádio, jogador)
c.materializar(regiao, n) // devolve sementes para criar agentes perto do jogador
c.devolver(regiao, lote) // agentes que saíram da relevância voltam a ser número
c.on('fase' | 'estagio' | 'evento' | 'limiar', fn)
c.salvar() / Contagio.carregar(json)
2. SDK Multidão civil: extensão do SDK de hordas
Pedestres no mesmo vetor de dados dos zumbis, com um byte de lado (vivo, infectado) e um de postura. Destinos por pontos de interesse com horário, reação a ruído e a ameaça vista, posturas por regra de dados, e conversão no mesmo índice. Também carrega o trânsito simples em faixa (carros como agentes da faixa, que viram objetos estáticos quando param).
multidao.definirPosturas([{ id, quando, peso(eixos, consciencia), alvo }])
multidao.pontos([{ id, tipo, horario, capacidade }])
multidao.converter(indice, perfil) // troca lado e animação, sem alocar
multidao.on('mordido' | 'virou' | 'testemunhou' | 'parou', fn)
transito.faixas(grafo); transito.congelar(regiao) // engarrafamento vira carros parados
3. SDK Boletim: notícias, boatos e transmissões
Fila de mensagens por canal (TV, rádio, celular, boca a boca) com prioridade, horário e modelos com variáveis. Boato com peso e decaimento (generaliza a fofoca do sistema de NPC, que repassa 50% do peso). Cada mensagem ouvida sobe a consciência da região no Contágio. A rádio das 20h dos Vivos do Vale passa a ser um canal do Boletim.
boletim.publicar({ canal, prioridade, chave, vars, regioes, hora })
boletim.ouvir(canal, ouvinte) // rádio ligado, TV da sala, NPC
boletim.boato(origem, peso, meiaVidaHoras)
boletim.on('ouvido', ({ regiao, peso }) => contagio.avisar(regiao, peso))
O que fica no plugin ZombiAdA
- Dados do vale: 14 regiões, ligações, fases, eventos (laboratório, preso, triagem, hospital, rebelião, engavetamento), manchetes.
- Regra de mordida (48 h, 2 a 4 min, 70% Lento e 30% Corredor) e calendário de categorias.
- Pontos de virada do prólogo (dias negativos) e as flags
prologo.*lidas pela camada 2. - Crime e reputação no F0 a F2, comércio e dinheiro, multiplicadores de loot por fase.
- Profissão → ponto de partida; opções de início do servidor.
Como integrar no jogo
Primeiro no protótipo web (implementacao/jogo-web), que é o que roda hoje. Depois vira seção nova nos briefs de Unity. Cada passo fica jogável sozinho.
| Passo | O que muda | Arquivos | Aceite |
|---|---|---|---|
| 1. SDK Contágio | Módulo sem dependências, mesmo código deste simulador, com teste headless. | implementacao/sdk/contagio/contagio.js, teste.mjs, LEIAME.md | Mesma semente dá o mesmo resultado; curva padrão bate com esta página (±5% no D0, D3, D7, D30); passo < 0,05 ms. Feito em 22/10: implementacao/sdk/contagio/, com 12 checagens passando e o mesmo resultado desta página. |
| 2. Dados do vale | Regiões, fases, eventos e manchetes em JSON; o build embute. | jogo-web/dados/surto-vale.json (já criado), build.py | Validador: toda ligação aponta para região existente, fases em ordem, todo evento tem hora. |
| 3. Relógio e opção de início | Dia pode ser negativo. Menu e ?inicio=rotina|padrao|alerta|noite|classico. VALE.simulate só roda do Dia 1 em diante. | 80-npc.js, 90-main.js, shell.html | “Clássico” continua idêntico ao jogo de hoje (teste de regressão nos cenários atuais). |
| 4. População ligada ao Contágio | O alvo de 1.200 zumbis vira o número que o Contágio dá para o Jardim Aurora e vizinhança. A horda migratória da avenida só a partir do F3. | 40-horde.js (populationUpdate) | No D−4 a rua tem 0 zumbis; do D−3 ao D7 a contagem perto do jogador segue o Contágio. A opção Clássico mantém os 1.200 de hoje. |
| 5. Pedestres | Lado e postura no vetor Z; civis com cor de roupa e sem olhos acesos; virar no mesmo índice. | 40-horde.js, 30-body.js, novo src/38-civis.js | 200 civis + 300 zumbis a 60 fps na bancada; virar não cria quadro lento acima de 2 ms. |
| 6. Boletim e rádio | TV na sala da casa do jogador e rádio do carro tocam as manchetes da fase; a rádio das 20h passa a ser um canal do Boletim. | 80-npc.js, 70-hud.js | Cada fase tem pelo menos 5 manchetes; ouvir sobe a consciência do Jardim Aurora. |
| 7. Comércio e loot por fase | Contêiner de loja com dono e preço; carteira; alarme ao furtar; multiplicadores F1 a F3. | 65-inventory.js, 22-galeria.js | No F0 o mercadinho vende; no F3 está saqueado; no F2 a despensa das casas tem 30% mais comida. |
| 8. Prólogo da Helena | Marido em casa até o D1; flag prologo.helena_estoque; pedido do D3 com as duas variantes. | 80-npc.js, 75-vale.js (pontos de virada negativos) | Os dois ramos jogáveis do começo ao Dia 3. |
| 9. Testes e cópias | Seis cenários novos na página de Cenários de teste (rotina, primeiro caso, barreira, corrida ao mercado, noite do surto, clássico). debug.prologoScale acelera o tempo. | 23-cenarios.js, t/cenarios.mjs | Captura de cada cenário; cópia offline do jogo regenerada. |
Para o Unity, a proposta é uma seção nova “Prólogo e surto gradual” no brief dos Sobreviventes (pontos de virada negativos e flags), no de Zumbis (calendário de categorias, pedestres no mesmo ECS) e no de Itens (comércio e multiplicadores), apontando para o SDK Contágio como pacote separado.
Com resposta padrão
| Pergunta | Padrão se ninguém responder |
|---|---|
| Início padrão do servidor? | D−4 às 7h, cerca de 4 h reais até o Dia 1. |
| Dá para sair do vale antes da barreira? | Não. A barreira sanitária fecha todas as saídas no D−2; antes disso o jogador está no trabalho e não tem motivo para sair. |
| Dinheiro existe? | Sim, só no prólogo, como item simples sem economia. Vira papel no D1. |
| Matar infectado antes do F3 é crime? | Sim, com testemunha. Sem testemunha, não acontece nada. |
| A origem (Laboratório Aurora) aparece no prólogo? | Só como pista (viatura, técnico tossindo). A revelação continua sendo de fim de jogo. |
| Crianças na rua no F0? | Sim, vivas e só no F0 e F1. Nunca viram zumbi (regra do Bestiário); no F2 somem para dentro de casa e da escola. |